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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ser grande é fácil quando se tem uma terceira perna como escoro.
Falar é muito mais, quando não se tem o peso da consciência, e embora nem sempre plena, ela vem severa com as atitudes, tomando a cena. Roubando os capítulos contados, tomando o lugar da teoria deixada ,à mercê, um self service de hipocrisia junto a outras mentiras coalhadas de tanta falta de coerência.
Quando o produto final, não equivale a unção dos fatores.
Quando o dito não ecoa os significados.
Quando não faz sentido o dito, com o visto,
a soma com o resultado.
É então que se enxerga, sem vendas, sem tendas armadas por ninguém mais que nós mesmos.
Talhados pela nossa própria ilusão, pela nossa projeção daquilo que se quer e se acha exato.
O caminho não está em pessoas, nunca estará. Não adianta associar a perfeição ao que é visto, porque hoje o caminho se faz bem mais estreito ao caminhar.
Escolhas escorrem pelos dedos,
Possibilidades, bifurcações e uma única rota decisiva, sem direito a retorno próximo .
Renunciar é estar certo de que a escolha acarretará reações, estar preparado e padecer firme em suma.
Não temos tanto tempo a perder, mas não podemos desviar,questionar o trajeto escolhido.
Se for pra declamar que seja com coerência e fundamento. Que seja por uma causa que faça valer o seu ponto de vista e que o defenda com veemência de quem está certo,com o tato de quem manuseia a certeza.
Inclusive a sua própria.
As palavras podem mover montanhas e todas elas tem algum peso e resposta, embora ao vento elas padecerão mas retornarão de alguma forma. Positiva ou não.
Se for pra ouvir não subestime. Ponto de quem não desacredita, sem avaliar outros requisitos estacionados no inconsciente e assim influenciando o produto final de nossas conclusões. Tapando os ouvidos e criando supostas opiniões encharcadas de conceitos prematuros.
A verdade é aquela que pulsa no peito, sua própria análise e intuição. Pra ouvir ou falar, pra questionar ou aprender. Ouvidos e mensagens que merecem vez.
Voz ativa que fala o que é, e ouvidos desligados de outras teorias, dispostos a construir sua própria opinião.
Espaço para falar e atenção ao ouvir.
Será que algum dia esta mania que temos de estar constantemente insatisfeitos irá cessar?
Essa eterna busca do perfeito platônico, esta sede de algo que muitas vezes nem
sabe-se de que.
Criamos uma plenitude fictícia, expectativas criadas e atiradas ao próximo, que não tem quaisquer obrigações de preencher os requisitos.
Easy going, easy come.
Desacelerar, analisar se as nossas queixas e lamentos têm algum peso sequer na balança da vida.
Agradecer muito mais.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Entendo que o tempo, apenas ele, abstrato e concreto, tem este poder de mudar as circunstancias de forma sutil.
Esta agilidade hábil quase que imperceptível quando se está incluso dentro dos minutos, dos dias calculados, dos planos tabelados. Do leite derramado.
Porque a mudança vem espontânea: quanto mais você espera o tempo passar, mais devagar ele irá.
Não marca hora, porque a hora é infinita e rotativa.
Transforma. Cicatriza. Desabrocha.
Tempo que muda as necessidades, muda o repertório, muda o cenário, apressado ou devagar. Depende de qual andar você está.
A nossa ótica funciona melhor neste segmento quando estamos em um andar mais alto, de trás pra frente, ou não. Assistindo a própria retrospectiva, longa metragem de nós mesmos.
Aperto play e dou risada, cai uma lágrima emocionada.
Não se faz necessário portar recursos maiores para dar o primeiro passo em seu bem feito.
Bastam as suas duas pernas e as duas mãos, combinados com a primordial vontade de fazer por onde, de fortalecer o elo, de estender o braço, emprestar a perna. Correr do lado.
Fazer acontecer.
Tudo se torna possível quando o objetivo é o guia que dita.
Estou no alto da montanha.
Daqui deste ângulo percebo linhas, decidas, subidas.
Declines, lombadas, curvas sinuosas e acentuadas.
Vejo uma reta quase infinita e estável e quando paro para vislumbrar de forma arredondada, de um olhar circular eu consigo ver todos estes segmentos trabalhando juntos, como em uma harmonia crescente que declina para retomar sua subida.
Um ciclo frenético, um ritmo intenso. Uma ramificação que automaticamente necessita da outra para dar continuidade, uma bifurcação que leva a outra,diante e avante..
Cada opção de rota, levará você à uma colisão, para uma expansão ou apenas diversão.
Passo a quinta e me permito ser guiada pelos instintos: pés no chão e mente voando acima.
Se você joga no time, então não ofereça apenas seu melhor, revele seus erros com a cabeça erguida pois não há maior fracasso que padecer na mentira. Ou talvez acarretar sentimentos posteriores de peso negativo, por um detalhe minúsculo que poderia ser de fato esclarecido, declarado e anunciado... na guerra ou na paz a verdade reina e triunfa sobre qualquer repercussão ou conseqüência. Sejamos honestos, com nossos próximos e conosco, a mentira é baixa e anda calada, quando se percebe estás com as mãos meladas de hipocrisia e com a face amarela de quem não condiz com o certo.
Lamentável.

sábado, 20 de agosto de 2011

Porque é preciso estar apto para os dois lados da moeda, andar por becos e vielas e mesmo assim não se arranhar. É entrar com humildade e dançar no sapato, sair com magestade e permanecer, fazer morada sem precisar pisar no pé de ninguém. É ter sensibilidade de perceber quem é quem, decifrar cada olhar e absolver apenas o necessário, portando esta armadura contra o mal que arrodeia, com peçonha e veneno. Sim, essa lenda que rege de flores e branca de neve não funciona em sua praticidade. Todo entendimento se faz necessário, mas é no praticar que você entende e internaliza a lição.
Cabeça erguida é fundamento fundamentado. É fato. É a razão.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os pensamentos são livres e precisam estar soltos para entrar em uma sincronia, uma analogia uniforme.
Nossa cabeça é o mundo que transformamos, que reformamos, decoramos com nossa intuíção e visão singular das coisas,todos os dias com somas ou restos.
Produza sem se pendurar à outros desfechos,conclusões.
Tenha uma idéia nova, estimule a criação.
A criatividade mora pertinho da boa vontade e ambas trabalham em parceria.
Saber levar a vida não permitindo se levar.
Deixar passar o que já não satisfaz, deixar que passem os tumultos, sem se deixar tumultuar.
Que passem os mal fluidos sem deixar se misturar.
Estar no meio das laranjas podres mas não se corromper... saber lidar.
Esta é a diferença maior: temos o poder da palavra.
Não desperdiçe um diálogo, porque no silêncio moram muitas incertezas e conceitos preciptados.
Não faça parte de todas as tribos, não renda homenagem nem distribua simpatia forçada visando uma harmonia, que no entanto virá mecânica e artificial, pois não há como lutar por vários princípios, nem colecionar amigos plásticos e elogios convenientes.
Defenda os seus, aqueles que estão do seu lado para a claridão ou escuridão, ontem e hoje e até o fim.
Vestir a camisa pelo time que grita seu nome.
Tudo fora melimetricamente traçado. Cada linha corrida, idas e vindas, todos os buracos atravessados e todas as luzes repentinamente acesas.
Nossa estrada é estreita, mas tem uma rota eleita antes mesmo de cogitarmos vida.
O propósito é concreto e espera o nosso tempo, o tempo certo de cada etapa vivenciada.
A vida ganha outra cara, todo dia. Outros valores são agregados e somados, um dia passa e tudo se transforma, edificando cada dia mais nossas almas.. Resgatando nossa calma, nossos sentidos apurados.
Ilusão vai ficando pequena, os jogos vão ficando sem graça, a essência vai ganhando espaço em nossos relatos, em nossos atos diários.
Instantes tornam-se mágicos sem hora, nem data e local marcado. Eles vem de mansinho, porém de imediato você ainda não percebe a proporção da grandeza vivida.

Após o devido e necessário pensamento você se dá conta festeja ou lamenta aquele momento, se soube aproveitar ou simplesmente deixou passar. Os fantasmas também acompanham aqueles que não entregaram o jogo e não se entregaram, optaram por um talvez que não é agradável, é sutil e discreto, mas falta-lhe o sal, o azeite e o peito batendo mais forte.

Novas chances sempre hão de existir, embora o hoje seja o ideal para ser o momento mais lindo da sua vida, ou um dos.
Não assista sua vida passar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sejam vocês mesmo.
Sabe? Falo de autenticidade, de falar o que se pensa sem aquele receio das consequências, falo de não deixar a oportunidade de mostrar o que se pensa, o que sente, o que quer por nada, por ninguém. Manipular nossas próprias cabeças, tomar nossas conclusões próprias, ir lá e ver 'como é'.

Não deixar ser levado pela opinião que não é sua e de certa forma não acreditar em tudo que todos te falam. Ver om os próprios olhos, escrever com a própria caneta e ter uma conclusão pessoal é admirável, é dádiva. É personalidade, é caráter, é prova viva.
É missão cumprida e conciência invicta.
É quando se percebe que a vida é repleta de momentos intensos, como um livro que se devora do início ao fim. E agente nota o sangue correr veias a dentro de um outro ângulo. Percebe que a felicidade não necessita de adereços e endereços, não fazem uso de muito apreço, de muita aquisição. Ela age por si só e quantos não percebem o seu momento feliz passar. Acabam por reclamar, mas estão cegos procurando o que nunca irão encontrar. Sejam em shoppings, status, embriaguez ou multidão. Seja no patamar.

Ela habita o coração, tem a ver com paz de espírito e consciência intacta. Tem a ver com sorrisos que desabrocham sinceridade, com abraços que transmitem conforto e porto seguro, com a pulsação em ritmo ameno e tranqüilo. É isso,

sou feliz por tudo, mas sabendo que o nada faz parte do triunfo.

Sabendo que este é o momento do entendimento absoluto do que diz ser real e o que parece ser.

Viver, errar e tropeçar, mas enfim aprender e crescer.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ela é do tipo que ama calada, mas se apaixona gritante. Não se encaixa naquele perfil efusivo: nem muito sorriso, nem muita tensão. As atitudes são parceiras, muito embora nem sempre goste de ser a primeira. Gosta de sombra e água fresca, mas não se converte, não se corrompe nem se ilude por migalhas. Vai atrás e constrói sua própria sombra, e edifica a sua água. Não faz um único estilo, veste duas mil mulheres e cada dia ela desfila uma delas. Odeia rótulos, acaba contradizendo cada um deles. Não gosta de títulos: meia dúzia de palavras ainda não traduzem o contexto geral da sua idéia. Gosta de atenção, mas não de todos os holofotes virados, se puder ter esta opção.

Menina, mulher e mais homem que tantos. Transparece até o que não se pede, no involuntário de sua tese pessoal. No esparramado do seu particular ela se encontra, e carrega as forças para 'engajar neste mundo engravatado. O seu castelo tem muros e portas de aço, uma vez que entra padece. Mas ela faz valer a pena. Faz esse estilo protetora, se derrete de amores e sorrisos no interno peculia. É capaz do que for pelos seus, defende seus princípios, mesmo que não agrade ou não seja conveniente.

E ela vai.

Fé consistente, coração valente, alma de amante.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Antes de tudo é preciso ter autonomia, discernir com a própria intuição concebida por Deus. Acreditar e passar entre becos e vielas, paraísos e redemoinhos. Ter os dois pés fincados ao chão, mas pensar alto, embora as chances queiram enfraquecer a jornada, ser maior. Concretizar e colher frutos. Ambição é uma palavra muito forte, mas é necessário lutar como um guerreiro em um duelo, todos os dias, toda hora.
É cômodo assistir ou adiar as oportunidades, mas não esqueça que elas passam sagaz e é preciso os dois olhos abertos e as mãos dispostas a agarrar e fazer valer a pena. Fazer qualquer que seja a atividade, mas encher o peito de orgulho por manusear e dominar o que se faz.
O primeiro grande reconhecimento vem de dentro, quando você em suas reuniões internas sente o coração pulsar de satisfação em cumprir, em superar, em desafiar e vencer.
Os problemas irão sempre existir, mas nós os tornamos maiores ou menores – depende de como você irá encará-los. Se de mãos fechadas ou com os olhos fechados.
A covardia bate aguda na consciência, melhor dormir faminto e ferido, que escondido.
Seja o ícone, dê o primeiro passo, não aceite o lugar comparativo: você tem uma vida para fazer diferente, inovar, honrar e fincar seu nome com glória e glamour. Sim, impossível é logo ali na esquina, você é capaz e desacreditar não faz parte do vocabulário diário.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vejo pessoas defenderem o pensamento livre, falarem mal do preconceito mas carregam consigo uma porção de pensamentos e opiniões alheias, enferrujadas e prematuras em sua natureza.
Vale a pena tirar as próprias conclusões,com sua ótica pessoal, de peito e mente aberta, sem portar conceitos formados por outras mentes.
Manusear o seu desfecho, ter autonomia e discernimento antes de julgar,afirmar com exclamações próprias, obter as certezas antes de jogar as cartas na mesa, meter os pés, as mãos e os dedos.
As palavras podem enfeitar ou destruir, a certeza é extinta e camuflada.
Seja curioso e inspetor, formador do seu pensamento próprio.
Assinar, mas conhecendo cada cláusula passada.

Opinião própria, vale muito a pena.
Não se existe dúvida, uma vez que a dúvida nada mais é que uma certeza, já que você dá espaço, e assim acredita nela. É aí que a dúvida ganha forças e se torna uma constante - a sua verdade absoluta. Em outro caso, a dúvida se torna um nada. Porque se você não dá a ela poder o suficiente, ela se torna um grão, conseqüentemente passa a não existir.

As certezas são assinadas por nossas canetas, nossos questionamentos por nossas cabeças e os problemas se tornam tão grande quanto queremos, e tão pequenos se acreditarmos.

Somos pensamento constante e nossos conflitos delirantes são como névoa que ronda, mas padece o que realmente se faz verdadeiro. Seja este ficção ou não, estará habitando dentro de ti.

É preciso discernir o ouro camuflado de cobre e investir naquele cobre que quando lapidado se transforma em ouro. Ir até o fim de suas metas, porque se acreditas em suas dúvidas padecerá pra sempre como um seguidor das interrogações, e se tornará apto. E as dúvidas padecerão, se tornarão companheiras e ‘amigas’. Inimigas da sua perfeição.
O amor próprio antecede qualquer segmento, em todo o contexto ele deve estar presente, gritante, mandando e desmandando. Sem ele nada é amor. Não amamos nada nem ninguém se não enxergarmos primeiramente nossos umbigos, entender nossos próprios sentidos, limites, manias, medos e afins,e de fato entrar em sintonia com cada centímetro de sua caxola e coração. Assim,fortalecido de si próprio,até o Himalaia se torna um grão.

sábado, 30 de abril de 2011

A consciência descansando em paz, junto ao sentimento de ser honesto, leal e verdadeiro - tudo que eu preciso, e é isso que me faz sentir viva. Me faz dormir tranquila,caminhar com a cabeça erguida. Sem precisar de esquivas, de desculpas enfeitadas, de sapos mal digeridos. Não faço este tipo, pois não sou um coadjuvante, muito menos de mim mesma.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Não quero estar incluso naqueles supostos grupos que se mantem sempre neutros, mudos, praticamente marionetes sem a menor expressão. Não.
Estão de superficialmente infiltrado em todas as tribos, mas não defendem o fundamento de nenhuma específica, porque para eles tudo se trata de uma questão de vagueidade, de etiqueta e status. Rasgação de seda hipócrita e barata.
Sim, eu prefiro ser escrava dos meus princípios que não são iguais nem compatíveis com o de todos, paciência existe para isto.
Sou leal aos meus, gladeio e vou até o fim - se for o fim que meu coração ordenar seguir. Não sou feita de conclusões que não minhas, cada um de meus pitacos foram formados por mim, e até que se prove o contrário a coerência é minha.
Meu coração meu guia,
meu guia, meu Pai.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Se é este o caminho, também não estou certa.
Sigo os instintos, tateio com o coração. Leal às minhas vontades, sejam estas diferentes das de amanhã - ou diferentes daqui a dois minutos.
Sim, sou metamorfose, hora faço chuva, hora faço sol.
Me entender não é tarefa fácil, tão pouco recomendo.
Para algumas interrogações simplesmente não existem conclusões.
.
.
Mas para que tanta teoria, tanto palavreado maqueado se viver a vida não tem tradução que transforme em palavras o seu verdadeiro significado?
Mas para que tanta banca, tanta pretensão, se daqui levamos apenas os momentos vividos?
A vida vermelha. Vida que borbulhou veias à dentro.
É desta vida que venho falar, daquela quete faz sentir as extremidades de estar vivo.
Das tentativas, até mesmo dos tropeços.
Tudo se faz necessário´, quando não estamos submetidos a sermos eternos dublês de nós mesmos.
Eu gosto de atenção, dos seus holofotes virados inteiramente para mim. Gosto da insistência, de uma maneira ímpar de querer, dessa sua forma de não desistir.

domingo, 3 de abril de 2011

Talvez seja chamado disto ou daquilo, pra mim significa viver.
Tentar, também seria um bom sinônimo em menção à minha pessoa, em especial.
Coração manda, eu faço. Lógico depois de passar pelo caminho da razão, e assim em acordo e devidamente selado o ato.

sábado, 2 de abril de 2011

Há dias e dias, como este. Onde pairam algumas incertezas, outras asneiras e afins.
Seria ótimo vivermos com um manual, saber as intrunçoes certas, não desviar do caminho e sim dos buracos.
É, com um desfecho que nem precisaríamos andar em tantas voltas e voltar ao mesmo lugar.
Ah sei lá, receio me pegou de jeito, chegou aos berros, impondo moral.

domingo, 27 de março de 2011

Sábia é a razão.
Para cada escolha,uma renúncia. Fato consumado.
Eu escolho andar com os pés firmes, almeijar sonhos e alcançá-los, mas sem aquela ideologia impossivel.
Aceitar os fatos como são, agradecer pelos erros e aprender.
Não posso desacreditar, por um talvez. Vou até o desfecho, vou fazer valer e redimir os tropeços, porque é assim que tem que ser.

sábado, 19 de março de 2011

Gosto de estar reunida com minhas idéias,
fazer uma retrospectiva de meus momentos eleitos, deletar e adicionar fragmentos.
Rir muitas vezes de tantos avessos, tantos desencontros, desencantos e encontros. Ver a evolução fazer seu papel de longe, sob um longo prazo, depois de todos os espamos, todas as ansiedades e descasos.
Aprender com o próprio suor, com as iniciativas, as idas e vindas de uma vida que nunca estaciona, mesmo que você pare no tempo. O tempo nunca para pra você.
Ter a certeza que este filme será rodado inúmeras vezes em seu audio-psicológico, pois um minuto a mais e tudo muda, sem pedir licença, sem pausa para respirar ou apertar 'repeat'.
Fazer valer cada hora, festejar cada etapa vencida, saber que o hoje fará diferença no amanhã. Não observar sua chance de ser feliz passar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O tempo é o senhor ditador, queira ou não.
Muitas vezes submersos em tempestades de 'chícaras' de água perdemos a calma, a direção, a paciência. O raciocínio se esvai, se mistura, se complica... quando na realidade tudo é tão simples tão óbvio.
Paira sob si uma cegueira incompreendida à curto prazo, e após alguns passos dados, nem precisa ser uma jornada, digo, apenas o tempo necessário para tudo entrar em sintonia, numa lógica mais do que correta.
Isso, com o passar do tempo, as respostas ficam espalhadas no chão.
A porta de saída estava ali ao lado, quase que permanentemente, mas o tempo dita quando será o momento oportuno de reconhecê-la.
Sim, hoje sou o que não serei amanhã. Já não sou o que fui ontem e assim segue este fluxo que flui com naturalidade, não adianta querer correr sem ao menos saber andar. Mesmo que a necessidade de mudança seja dilacerante é necessário saber que esta vida é um ciclo, que tudo muda, se transforma. Nenhum problema permanece, e que logo vem a esperança trazendo um leque de novas chances e oportunidades.
O vento traz sim, novos ares.
As linhas são tortas, mas tudo fora escrito dentro do contexto e nada poderia ter sido retirado nem adicionado.
As coisas são da maneira que são, acontecem no tempo que devem acontecer.


Agradeço meu renovar,
meu amanhecer que veio com um sorriso maroto,
com uma atmosfera entusiasmada,
pensamentos fazendo o sorriso sorrir sem querer.

terça-feira, 15 de março de 2011

A vitória começa primeiramente no interior de cada pessoa. No seu avanço interno, na vontade de vencer, de olhar os obstáculos de cima para baixo, e não ao contrário. Falo de paradigmas que estão dentro de nós, quase mudos mas totalmente cheios de vida.
Me refiro ao sub consciente, quase uma meditação.
Seu maior inimigo pode estar dentro de você, se não captar e entender seus limites, sua capacidade. Ser o seu patrocinador, que acredita, que luta com perseverança, que mantém a cabeça erguida. Entende seu lugar, mas almeija.
Falo da concretização à partir disto.
Falo da maior vitória de todas: à nossa auto-aceitação, nosso discernimento, diciplina, nossa direção.
É preciso por ordem na casa, para que haja harmonia.
Fato.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Nessas horas vejo que para alguns sentimentos simplesmente não existem sinônimos, não existe como traduzir, transformar em palavras. Embora a vontade que sinto é de gritar aos quatro cantos, arrancando de mim esta voz, estas memórias, estes lixos empoeirados que habitam em mim.
Fui pega de surpresa e ainda não digeri tamanha informação, pode ser que amanhã eu esteja sã, decorra coerente e com uma elegância de quem se esquiva soarei mais branda e mais serena.
Sim, são tantas vírgulas, tantas linhas e inconclusões.
Fico zonza.
Fico estática.
Odeio esta sensação, mas paciência e com licença deixem-me ser humana em paz.

terça-feira, 8 de março de 2011


Que nunca esqueçamos quem somos: guerreiras em nossa alma, frágeis em nossa essência, bonitas por natureza e amáveis em nossa graça.
Em suma, que jamais se deixem perder o grande valor e poder que temos em mãos: e saibamos administrá-los com delicadeza e caráter. Possamos ser flor, mas também o ardor de uma tigresa defendendo sua luta. Que sejamos fortes, fiéis e admiráveis. Façamos do nosso ‘eu’ mulher principalmente um grande motivo de orgulho. Há milênios uma luta de conquista à independência fora travada, por um espaço ativo, por uma igualdade que apanhou muito (e apanha) para chegarmos até aqui e podemos seguir adiante.
Não regridam nossas posições. Avante!
Feliz dia Internacional das Mulheres!
Para estas, o meu mais sincero parabéns.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cores fortes misturadas,
os maracatus anunciam a chegada, o abre-alas.
Pessoas sorrindo, cantando, pulando, dançando, encantando, galanteando.
Pessoas por todos os lados, de todos os estados, em um pique regado de alegria e entusiasmo.
É carnaval, está explicado.

terça-feira, 1 de março de 2011

Quanta pretensão!
Pessoas se acham os protagonista da minha história,
o sujeito do meu predicado, se acham o motivo, o assunto do meu falado.
Não é porque sou alvo que vivo para mirar.
.
Escrevo pra o nada, penso coisas entrelaçadas,
não calculo dizeres com uma meta traçada. É pura coroa encaixada, pé atrás, maldade engasgada.
Na minha raça as verdades não precisam serem mascaradas,
recados são bem claros, já fora visto essa saga.
Fato.

Então por favor,
menos.
Eu vivo no mundo, em inumeras vertentes, meu mundinho não é tão semente quanto este que pensa. Não é tão 'inho', não pertence à um ninho embaralhado de trocadilhos, sei bem o que é isso - não pratico o mesmo erro.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As provações passaram à ser uma questão de mérito interno.
Nada de distribuir uma mensagem forçada, passada, fazer média, rasgar a seda.
Nunca tive este dom, tão pouco gostaria.
Sou mais, mas você pode generalizar, julgar ou rotular à sua maneira, e eu?
ficarei da mesma maneira,
consciência intacta,
lutando pelos meus, pelos que admiro e respeito.
Se me conhece então abra a boca, otherwise não fará efeito repercutido (em mim) algum.
Críticas são bem vindas, porém com um fundamento, uma constante, uma consistência de fatos verídicos e não banais.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

[Natureza]

Grandeza em perfeita sintonia em sua geografia, em sua generalidade. É uma prova concretizada. É a bondade Divina, um presente todo nosso - nos apossamos da melhor maneira ou não. O preço incalculável de um momento que ficará cravado em alguma gaveta de sua caixola na hora que se sente a água cristalina molhar. Parece penetrar os poros e com toda certeza purificar. Tão gostoso respirar fundo uma atmosfera macia, ar limpo renovando tudo por dentro,o verde que de tão verde quase parece ficção, 3d.

Ter a certeza que não é preciso muito para se sentir em paz e em sincronia com seu eu e com os seus.
’Mente sã’ deixa de ser aquele velho clichê, onde todos falam cheios de bocas, caras e dentes; porém nunca a experimentaram, sequer chegaram próximo à este sentimento que virara um cotidiano, ou se assim for muito abuso, uma etapa constante atual. Falo porque me pego surpresa, me pego vidrada.
Sou grata, de corpo mente e alma,
Obrigado Senhor.
Maravilhoso és tu.
Grande és tu.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Venho comunicar que tudo que escrevo: idéias, lamentos, festejos..Enfim.
Não é para cutucar/agradar/magoar ninguém.
Não preciso de meio recados,de verdades mascaradas indiretas calculadas..
Sempre fui pura emoção para tal, vou lá e tiro a prova dos 20. and that's the way I am.
Escrevo por necessidade de expansão, por viajar pelo norte da minha cabeça, navegar horizontes, atravessar pontes. Desabafar sonhos, falar bobagens.
Por me movimentar.
Não tenho pretensões maiores, me perdoe se esta não seria a resposta que gostaria de escutar. O deixo à vontade pois aqui a casa é sua, é nossa. Pode morar. :)
Aqui é meu mundinho, e permito a entrada gratuita apenas por que sei que quem frquenta aprecia, e não há nada mais gratificante. Entende?
Não me jogue pedras por tão pouco baby, aqui sou apenas um meado de letrinhas descoordenadas para você, e um lívre arbítrio maravilhoso para mim.

Fim.

;]
Homem, além do H miúsculo tem que ter o borogodó com acento agudo.
Tem que ter postura, ser elegante sob a simplicidade, entrar no sapato e sair com magestade. Homem tem que ser gentil, sem se deixar ser imbecil.
Tem que ter mente feita, decisões firmes, pegar com firmeza.
Homem que ganha uma mulher é o homem que se tem valor, não aquele desesperado que atira como um Jack matador. Homem é o cabeça, não o solado. Homem é fortaleza, não um soldado. Homem éatitude, é refúgio, é sensibilidade, é um bem necessário.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Não tenha uma ótica comparativa.
Desbrave, veja por todos os ângulos.

Nada se compara,
não há sentimento compatíveis, apenas parecidos.

Cada etapa com sua particularidade,
cada passo com sua singular administração.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Gosto desta sensação sempre inesperada, muito embora previsível. Falo de uma tempestade que cessa, pairando um vento brando, uma brisa amena.
Harmonia.
Coração ritmado, desacelerado e em paz.
Espírito fortalecido.
Quando se percebe que o medo fora ultrapassado e ficou tudo bem. Como ficará tantas outras vezes..
..As vezes embarcamos neste círculo frenético onde perdemos subtamente a visão, as laterais e as diagonais. Na verdade se trata de uma linha reta tão mais simples que se imagina.
Nós moldamos nossos probemas tranformando-os em maiores do que realmente são, com nosso próprio sangue.
Por nossas próprias mãos. Nossos próprios botões.

O amanhã é sempre esperança,
e o tempo uma criança, que dança, sorri, chora, cai e levanta.
.
.

Se resume às chuvas de verão meu bem,
chuvas de verão..

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Então as interrogações resolveram exclamar.
Gritam em voz sonora e nítida, bravejam e questionam em alto e bom som
Uma batalha entre o meu eu 'racional' é travada com o meu eu 'emoção'.
Meu sincero vai contra o meu fardo exterior, que carrego aonde for.
Uma mistura sem cor, sem um exato sabor.
Um triunfo sem vencedor,
uma derrota covarde,
uma armadura como disfarce, e o coração à saltar pelo peito.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Entregar-se significa uma espécie de rendimento.
Esquecer-se temporariamente de tudo que você já vivenciou, desligar da tomada todos os pensares interligados. Todos os porquê e clichês,
todos os inconscientes sentimentos.
É permissão, é auto-conhecimento e sobre tudo uma decisão depulso.
É olhar com olhar de quem descobre, sentir como se nunca antes tivesse o feito.
Perceber os detalhes, com entusiasmo prematuro.

Éum gesto de alívio imediato da carne,
um crédito à alma,
uma pirraça com a razão.
É sangue quente, é impulso que pulsa latente.
É o estrago,
é o ato.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Desse jeito assim, continuo assado.
Mantenho hoje uma postura reformulada, com ajustes necessários e excessos retirados.
Hoje eu quero uma paz cor de branco gelo,
poucas palavras mas de imenso peso,olhares e sorrisos sinceros.
Não ando mais com ombreiras ou armas de fogo,nem explosão, nem pedestal.
Nunca agi com falsidade, com fingir, com o aturar.
Hoje sei que não nasci para tal e cada vez mais sinto a necessidade de não perder as oportunidades de falar, de opinar, de impor o meu pensameto com humildade e não deixar as palavras se esvairem pelo ar por orgulho , por medo, por regra alguma... deixando um sub entendimento servir como coroa para inúmeros tipos de cabeça.
Me entende? É uma construção constante, como uma escadinha invisível onde você vai colhendo frutos, crescendo e deixando o que não serve para trás.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mas no final a vida é desta maneira: é preciso arriscar e não permanecer na dúvida, no talvez, na pulga atrás da orelha . Se viver é sangue quente nas veias então eu vivo pra sentir pulsar os sentidos e nadar por entre certezas. Felizes ou não é necessário ver de perto e tirar as próprias conclusões de cada desafio lançado, atravessar o invisível psicológico.
Se estar em cima do muro é cômodo, é também uma covardia repugnante. É aceitar o morno, o insosso, o mais ou menos, o mediano.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Rebobino a fita,
me permito esta nostalgia. Que contagia, o coração bate diferente e no peito e algo estremece, como um frio acentuado embolando do lado de dentro.
Colocar a fita da vida em um momento x e assistir aquilo novamente e retratar.
Sentir o seu passado passar.




Sensação da vida vivida,mesmo com vários erros e acertos a imagem que vem a mente é de somar.
Se é vivendo e aprendendo meus erros se tornam acertos futuros, e isto tudo me dá uma espécie de visão de tudo que ainda está por vir.
Presente e passado andam entrando em confronto, mas é com estes que se faz um novo presente/futuro. Um novo amanhã.



O filme da vida é veloz, sem pausa e constante.
Hoje você vê e amanha o hoje vê você.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tenho medo de Deus, não de fragmentos supérfluos.
Não de dizeres maldosos, de ameaças ‘elegantemente’ colocadas, pessoas mal-amadas que acham que podem tudo. Destemida não sou, mas sou filha do Único que em tudo manda e tudo vê. E vem e faz. Não manda ninguém fazer.
Tenho medo de sapo, também, não de pessoas com traumas, com causas mal resolvidas, banhadas à raiva.
E se mal nenhum eu faço, ao contrário. Que mal eu temerei?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Eu e esses meus mecanismos que me acompanham,
Como se portando a arte da auto negação, um atraso de vida causado por ninguém mais que eu mesma, diga-se, eu mesma nesta circunstância de ser o que não é, no momento em que sé.Como uma defesa involuntária ativada por tudo que me faz sentir, tudo que ameaça meu controle normal sob as coisas (mesmo sabendo que o controle nunca estará comigo) eu prossigo sem aquela ânsia de comer tudo numa única e resolutiva mordida.
Mas esta seria a única ou talvez uma das únicas funções do meu organismo que eu jogaria fora para um lugar bem longe e inalcançável, para se desta forma talvez não sabotasse o plano que construí de ser feliz, sem pretensões e expectativas maiores pesando. Assim não restaria a outra oponente, que está em mim e por isso sou eu minha maior rival.
‘Ela’ é garrida de medos, por isso ela ataca. ‘Ela’ precisa de atenção, por isso ignora. ‘Ela’ é chorona e birrenta, por isso não demonstra. Esconde-se atrás desta banca e vem botando banca para cima de mim logo quando menos preciso dela. Sim, sou mil e em uma só. Sou ela, sou esta, sou só, sem elas.
Não respondo por todas, mas entendo cada ângulo destas, o que não significa necessariamente concordar. Eu obedeço. O arrependimento é o fardo, o castigo ardido. Para mim, não para elas. Elas estão muito ocupadas e são muito auto-suficientes para tal. Eu que me jogo à sarjeta por causa delas.
Meu exército criado, rebeldes e sem causas precisas. Preciso colocá-las na linha, para vestirmos todas a mesma camisa.
Consenso, pensamento, ordem e discerniment nelas todas e assim, elas todas em mim.
Agindo assim, sem excessos, sem pedestais, sem ombreiras, sem ofensas. Obedecendo à primeira Juliana coerente que é a maior de todas. E a menor, as vezes. Como agora.
Lamento o mal feito de outrora, lamúrias de alguém que fere quem gosta por querer saber se existe reciprocidade. Imaturidade, eu diria à elas.
Por todas estas blasfêmias ditas e pensadas, por toda a impulsividade de vocês.
Ordeno-lhes: fora.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quer saber do que uma pessoa realmente é capaz?
Dê tempo ao tempo e liberdade também, pois são nestas deixas que as máscaras vagarozamente vem ao chão. Mostrando a verdadera faceta,o sorriso amarelo, a falsidade estampada,os mil e dois votos de felicidade que se desmancham em hipocrisia.
Faça isso por você. Quanto antes descobrir quem não é verdadeiro,menor a queda e a decepção.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Na duvida, arrisco.
Nunca fui do tipo de pessoa à esperar os acontecimentos numa fluidez gradativa. Sempre fiz acontecer e ainda mais: valer a pena.
Não sou telespectaora da minha própria vida. Não preciso de bandos para poder dar uma partida. Vou com meus pés, coragem e disposição
Até o Jãpão.
Para onde quer que seja,gosto da sensação de desvendar, descobrir, decifrar. Como uma criança aprendendo a engatinhar num mundo novo, sem medo de se machucar.
Não sou contemplada de muita paciência, esteja calma ou intensa. Quero sempre já, quando vê já fui, e se olhar duas vezes já voltei.
É isso.
Vou tocar este bonde sem preucupação à que porto desbravar,
a rota o mar é quem dirá.

Vou sem medo em rumo a um esperado inusitado.
Quero calor, novas histórias, novo pensamento paraindo no meu ar.
:)

domingo, 28 de novembro de 2010

Quero aprender a permitir a aproximação completa e inteira.
Preciso apenas deixar, não mais lutar contra, não me auto-sabotar tendo ciência do que pode vir à calhar.
Não afastar, não questionar tanto.
Ser menos perfeccionista pois não existe o perfeito.
É a minha estrada estreita de concreto e esburacada.
Caminho que poucos conseguem chegar ao seu destino,
muitos obstáculos no caminhar. Sendo eu o maior de todos eles.
Atrapalho tudo, jogo pro ar.
Mesmo almeijando ficar eu ligo as turbinas e não olho para trás..
Como uma espécie de testar a sua dor, o sabor do talvez, só por birra, por orgulho, por coisas banais.
Não é este o caminho, nesta escolha o seu desfecho é sozinho.
..pode acreditar.


"Saber amar é saber deixar alguém te amar".

sábado, 27 de novembro de 2010

Gostaria que meu corpo coubesse neste vão, para assim permanecer numa suposta invisibilidade segura.
Não portando aquele otimismo saltitante, não dando moral pra essa gente descaso, não estou no meu momento máximo, e não, não vou sorrir destas piadas infames, estender os braços pra um abraço que só irá sugar o que me resta neste instante.
As pessoas viraram atores baratos de 'malhação' constantemente, interpretando seus papéis cada vez mais erroneamente.
Uma sensação de inacabado que não acabará nunca.
Um monte de nada junto, que não tem fim.
Superficialidade, vagueidade, um exército de 'ADES' que se enroscam e entrelaçam formando um ninho melancólico e frio.

Mas o que é isto?
Estar triste está fora de moda e não está incluso no pacotão modernidade-feliz.

Pra puta que pariu...
Hoje eu quero mais é que chegue amanhã.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O amor cria momentos em que temos a sensação que tudo se explica, tudo se encaixa em harmonia, tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grandes beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério revelado.
Quando penso em uma mulher, penso na minha mãe e é para ela que dedico este texto.



Pensamento ágil e sempre em coletividade.
Pacificadora, é nos braços dela que eu encontro abrigo, conforto e acalento morno.
Batalhadora, não se esquece nem das mais simplórias vaidades, entra em campo para gladear por minhas vontades sem medir esforços.
Foi ela quem cuidou de mim tantas noites em claro, foi ela quem segurou minha mão quando eu pensei que o mundo cairia aos meus ombros.
É ela quem acredita, quem sonha os meus sonhos junto comigo.. mesmo que eu tenha que mudar a rota.
Sabe como impor verdades sem machucar o coração mas jamais perde as rédeas, repercutindo tamanha reação dentro de mim.
Teu cheiro exala amor, a tua voz me tranquiliza.
Meu ponto forte, meu maior orgulho, meu presente de Deus exclusivo.

Mulher de raça, mulher guerreira, mulher de fibra, minha general, minha melhor amiga que eu posso ter (e TENHO) na vida.

É com amor que quero acompanhar nossos dias,
são sorrisos que quero te fazer contemplar,
você merece o sol, o céu,e todo o mar.
Ando preferindo a ignorância, ao saber - Em alguns segmentos (diga-se de passagem).
A venda nos olho à percepção aguda.
Ando super de saco cheio de toda esse glamour enferrujado, enquanto tudo que acontece é que não acontece nada.
Não suporto mais a minha televisão extremista. Ou carnificina ou inalcansáveis drinks à beira da piscina, consumo, produto, dinheiro.
Não aguento mais esse modernismo que transforma tudo em uma orgia gigante, numa excessiva sexualização de tudo.
Me deprimo com crianças no sinal com olhos famintos, com essa tal democracia relativa que pagamos para 'aprender' a ter. Uma falsa cidadania, regada de mutretas e 'miltretas'.
De toda esta gente que te abraça e abre um sorriso amarelo, mas é só virar as costas para defamarem, inventarem doenças,vícios e mazelas para ti. No fundo carregam uma admiração doentia e venenosa, quase um câncer.
Agonia de celulares; que só faltam fazer massagem.
De status, de gente perguntando qual marca de carro dirijo, ou dirigem.
Para quê tanto nada reunido?
Fobia de interesse material, gente comprada, amizade baseada em aparência, banhadas em laços comerciais.
Capitalismo gritante
Para o inferno com tudo isto.

Toda essa gente de porre falando de política, dos falsos votos, das rídiculas mentiras. Dos sorrisos desesperados, das gargalhadas vazias, das tribos desenfreados gastando a madrugada, o dia, a tarde e o próximo amanhecer também.

Cansei disto tudo.

Para o mundo, vou dar um 'rolê.'

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As mulheres de hoje são barbies, fast food ou o quê?
As mulheres geralmente ostentam um desejo que não têm, posando de mulheres inalcançáveis, cada vez mais 'livres' como produtos de prazer, esbanjando litros de silicones, exaltando todo dia e cada dia mais a idéia macissa de mulher objeto, mulher vazia, mulheres que posam como os homens as querem.
Mudas e submissas,
gostosas e malhadas, ainda melhor se caladas.
Nós mulheres retroscedendo em um machismo invisível, um marketing exclusivo de estereótipos que geram litros de dinheiro à cada ano.
Não que eu queira estar de fora,muito ebora inclusa estou com o pensamento excluso.
A libertação da mulher não é isto, mas é porisso que eu luto.
Uma sociedade menos ignorante, uma postura mais viríl feminina.
Vagina é dinheiro. Só faltam virar as mulheres da TV ao avesso. Para ver o quê?
O intestino, talvez.
Vai saber.
A Mulher "moderna" passou de autêntica para se tornar próteses, ibópe, estatística, erotismo , grifes e dinheiro.
Brasil fazendo juz ào que dizem as 'más' línguas, '-..Um Brasil rico em bundas, prostituíção, caipirinha e futebol precisa de mais o quê?
Uma repúdia ligeira me passa,
uma leve depressão ao pensar que ao invés de lutarmos para termos voz ativa,
estamos nos esforçando apenas para sermos apenas 'mal-comidas'.
Mal faladas, agredidas. Oprimidas.
Mulheres são como flores, mesmo as mais opacas.
E mulher quer casa, quer marido. Mulher que filho, quer amor, quer abrigo.
Mulher quer jardim,quer espaço, romance e quer respeito.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Gosto de parar e assistir a retrospectiva de mim mesma, retratando cada passo dado,
mesmo os errantes, os felizes, os fincados.
Delícia de nostalgia olhar para trás e ver quantas léguas você andou, um filme que se passa de uma jornada que nem tão dura, mas repleta de extremos.

É como se permitir uma viagem ao interior de si mesmo, e 'sentir' novamente o que foi sentido, rir do absurdo ocorrido, lamentar o excedido.

É isto.
.. botões, reuniões, capítulos.
Eu me encanto com a diversidade da beleza humana, falando em um amplo contexto.
Tenho um destino ligado a este magnetismo da nossa natureza. Do nosso DNA.
Olho e gosto do que vejo,ou seja, algo em mim está ligado a aquele específico tipo de ser, algo em mim foi 'programado' para me atrair e para que eu enxergasse beleza em um olhar profundo, um rosto dormindo, uma lágrima enxugada. Memória de pessoas que tanto vem quanto ficam,enfim... seja qual for sua especificidade, mas falando na condição humana em si. Na espontaneidade, nas atitudes mais simples e mais ricas como um simples abraço sorriso ou um ousado acender de cigarros. Tem todo um glamour, um mistério que atrái. Cada tribo com suas paixões, suas devoções e particularidades.
'Há tanta beleza lá fora, aqui dentro. E sempre. '
Ver em flashes, como É um cabelo ao vento, um sorriso sonoro, um olhar envergonhado, lábios vermelhos, pela simplicidade de um cheiro de pele, um jeito mistério, de um beijo devidamente bem dado.
É a singularidade de cada pessoa, a incomparável maneira de cada ser. Pois todos somos únicos.
Você não aprendeu à gostar de algo por obrigação e se assim o fez por vaidade ou popularidade, não saciará o seu estonteamento por inteiro..
Nosso gosto, mesmo que carnalmente falando nasce com a gente e não há como fugir do que te chama a atenção. [Faz-se jus o ditado que o amor ' cego', e ele é mesmo. Surdo também.]
Mas o que eu sei mesmo é que não há nada mais belo que admirar cada um à sua moda, ao seu estilo, à sua maneira.
Todos ímpares, sob um olhar par.
Simples.
Quando se permite ser atraído pelo que o seu corpo diz ser belo, pelo desejo que involuntariamente floresce, pelo que sua alma diz ser moral, ou pelo que seu coração diz ser justo.
Obedecendo os sentidos.

Admirando sorrisos.

:)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Embora esteja presente em meu inconsciente,
apesar de sua imagem refletir em minha mente vez ou outra fazendo meus pensamentos temporariamente irarem ao avesso, mesmo assim. Sigo meu caminho, toco meus planos e ando junto ao racional. É isto, a razão desta vez tem ditado severamente, como uma voz que fala dentro de si à cada momento que um pensar rasteiro vem à pesar.
Porque as vezes é necessário estar coerente com as idéias, com as rédeas nas mãos, no controle e não à mercê.

domingo, 7 de novembro de 2010

Estar platônicamente flutuando é absurdamente demais, eu concordo. Entrar de cabeça sem medos nem receio.. viver a hora, sem entender muita coisa, se entregando à vontades e desejos.
Mas andar com os pés firmes no chão me faz sentir segura, e consequentemente mais em paz. Não me agrada a sensação de pisar em ovos ou permanecer em cima do muro.
Assumo o posto novamente de mim mesma e retomo a vida sem excessos e sem ilusões.
Volto para o aconchego da 'certeza'.. e em seus braços sei que estou em terra firme e segura.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Então eu decidi: nem eu vivo dias futuros,nem serei eu martirizada por um fantasma que nem nasceu ainda, pensando demais nas possibilidades, nos talvêz ou porquês.
Quer saber?
Eu não.
Deixo livre o meu futuro para se tornar uma continuação do meu presente sem muito equívoco ou qualquer vestígio de atropelo.
Viver se torna tão mais fácil desta maneira:
vivendo um dia a cada vez,
dando um passo atras do outro ninguém tropeça e aproveita o lado bom do trajeto.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

É ter sensibilidade escorrendo pelo tato,
seguir o coração,embora as vezes sem compreender os fatos.
Vou aonde meu eu mais interno ordena ir,
mesmo no escuro caminho com direção.
Sou leal aos sentidos,
obediente e parceira da minha intuíção.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cada dia um mérito é adicionado ou retirado de cada um de nós.
Guerreamos todos os dias e provavelmente vencemos todos os dias.
Não percebe?
à cada passo dado, à cada trabalho executado, até um pensamento firmado já é motivo de agradecer, assumir e se apossar das nossas vitórias diárias.

Somos gladiadores, temos o poder, a faca e o queijo
O lívre arbítrio para lutar até vencer,
ou apodrecer sem tentar.
Então eu me pego novamente idealizando demais, principalmente as pessoas.
Coitadas, cobertas de espectativas minhas, de atitudes que esperamos que tomem.. mal sabem o fardo que carregam a cada detalhe vivenciado.
Não, elas não tem a obrigação de suprir os planos que traçamos, a imagem que formamos. Nós é que deveríamos criar menos pessoas 'platônicas', que na verdade, são pesoas comuns, normais, piores e algumas vezes melhores em algo. Os colocando em cima de ideologias, modelos ou seja lá o que desejarmos/esperarmos que tal pessoa seja, aja ou se porte de maneira 'y'.
O ser humano é um infinito de surpresas diversificadas e o inusitado é o porta-bandeira de tudo isto. Faz parte do ritual e de toda a atmosfera.
É estar preparado para todas as possibilidades e dançar com todas elas.
Para o tudo inclusive para o nada.
No meio do caminho sempre há o que falar, isto é fato.

Você nunca retorna à casa da mesma maneira que foi.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nosso medo está estampado, escancarado cada vez mais esplanado.
Grades espessas, muralhas elétricas, carros blindados
seguranças engravatados,
medo constante,
medo delirante.
Nossas crianças já não correm em sua fase,
paredes que cercam nossa liberdade.
Medo de se entregar, de se decepcionar, medo de não alcançar.
Sentimento em mente, olhos atentos
barreiras invisíveis arrodeando.
Esquivas, esquinas de perigo.

Única fonte de proteção.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sei que não é tarefa fácil decifrar e entender meus anseios,
meu jeito assim, meio assado.
É sobre desejos que falo.
Sou pau mandado do que acho, mesmo que ontem fosse um pensar ao contrário.
Futuro inconstante, presente intenso - acaba sendo engraçado. Eu chovo e faço sol,
eu corro ou morro de tanto rir
até derramar uma lágrima doída,
doideiras, desatinos
Caio de amores até cair para dentro, assim, em mim.
inevitável a tentativa de me entender, eu sei.
O que nao se sabe ao certo é a que conclusão chegará em sua especificidade.

domingo, 17 de outubro de 2010

Por hora eu só queria o abraço certo,
o conforto seguro, a sensação de parar o mundo e viver tudo.
Não queria afirmar nada, sequer uma palavra. Deitaria ao seu lado e ficaria muda olhando a lua, perdida no silêncio da nossa proximidade.
Não entenderia nada, nem tão pouco iria atrás disto. Quanto mais procuro respostas encontro desencontros, então para quê. De toda forma faria tudo para estar neste caso, só não me peça para te deixar saber disto, porque isto nao.
O seu beijo e o seu cheiro,
O seu riso sincero e sonoro,
o olhar decifrando até o mais secreto dos segredos.
A sua maneira ímpar de te deixar em meu vocabulário como sinônimo de vida.